Maria Júlia
Sair da clínica sempre era um alívio. O cheiro de álcool e os corredores brancos me sufocavam. Cada canto daquele lugar me lembrava de dor, esforço e da luta constante para recuperar o que Ronaldo me tirou.
Mariana caminhava ao meu lado, distraída com o celular, enquanto eu empurrava as rodas da minha cadeira com calma, aproveitando o vento gelado da Suíça contra o meu rosto. Ainda não estava acostumada com aquele frio, mas ao menos ele me mantinha desperta,