Maria Júlia
Três meses.
Noventa dias de luta, dor e persistência.
Quando cheguei à Suíça, eu não tinha esperança. Estava presa a uma cadeira de rodas, dependente de outras pessoas para tudo. Minha vida havia sido reduzida a uma série de limitações que me sufocavam. Mas aqui, nesse lugar onde ninguém me conhecia, onde eu podia recomeçar sem olhares de pena ou falsas promessas, eu decidi lutar.
E foi exatamente isso que eu fiz.
Meu dia começava