Juliana
Acordei com a cabeça latejando e um gosto amargo na boca. O silêncio do quarto era quase tão cruel quanto o vazio da cama ao meu lado.
Ronaldo não estava ali.
E eu já sabia que não estaria.
O sol da manhã filtrava pelas cortinas caras do hotel, dourando o quarto de luxo que havia sido montado para celebrar a nossa “lua de mel”. Um quarto onde, até agora, não houve sequer um toque, um beijo, um gesto de carinho.
Só desprezo.
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