Ele não soltou minha mão.
Mesmo quando um comissário passou discretamente oferecendo bebidas e eu recusei com um aceno, Matheus apenas ajustou a posição dos nossos dedos entrelaçados, como se quisesse garantir que eu não fosse a lugar nenhum. O toque dele era quente, firme e ainda assim delicado — como se tivesse medo de me espantar se apertasse demais.
— Está com sono? — ele perguntou, a voz mais baixa agora, quase íntima.
Balancei a cabeça, sorrindo de canto.
— Acho que estou mais… cansada do