Era um sábado de sol. Estávamos no parque onde tínhamos ido poucas vezes, mas que ele disse ter gostado “porque o vento aqui parece mais leve”. Caminhávamos de mãos dadas, nossos passos ritmados e silenciosos, como se o mundo inteiro estivesse em pausa.
Matheus parecia distraído, mas não do jeito ansioso de antes. Era como se estivesse lutando internamente com algo que queria muito dizer.
— Tá tudo bem? — perguntei, encostando no ombro dele com leveza.
Ele assentiu, mas não respondeu de imediat