O asfalto da costa siciliana passava como um borrão sob as rodas do Maserati. O cheiro de Anya ainda estava impregnado na minha pele, um fantasma de seda e desafio que eu não conseguia — ou não queria — sacudir.
No banco do passageiro, Dante revisava relatórios em um tablet, o rosto iluminado pelo brilho azulado da tela. Ele era o único que ousava quebrar o silêncio pesado que eu impunha.
— Você está indo para Nápoles para apertar a mão dos Camorra ou para quebrar o pescoço de alguém, irmão? — D