O gosto dela ainda está na minha boca. Não é uma memória persistente; é uma marca física. Presente. Como se o beijo tivesse acabado de acontecer, impregnado de uísque e daquela doçura desesperada que só ela tem. Eu deveria estar revisando os carregamentos do porto ou a traição iminente dos conselheiros, mas meu pensamento volta, obsessivo, para a forma como o corpo dela colapsou contra o meu na varanda.
O tremor nos dedos. A rendição na respiração. Ela não me afastou. E esse é o meu maior probl