Narrado por Rei
O silêncio era quase sagrado. Naquela madrugada pesada, o mundo parecia segurar o fôlego, como se até os deuses soubessem o que estava prestes a acontecer. Eu estava de pé diante do espelho sujo do banheiro da casa segura, encarando meu reflexo com olhos que já tinham visto demais. A luz amarela oscilava, lançando sombras que dançavam sobre meu rosto cansado. As cicatrizes antigas pareciam mais profundas sob aquela luz, e os olhos... os olhos estavam diferentes. Tinha algo ali,