CAPÍTULO 94 — O SOM ANTES DA TEMPESTADE
Aquela noite tinha começado como qualquer outra.
Helena colocou Téo para dormir depois de uma história longa — tão longa que ele acabou apagando no meio da última frase. Ela sorriu, ajeitando o cobertor sobre o filho, mas havia uma sombra persistente no fundo do peito. Uma inquietação que ela não conseguia nomear.
Arthur percebeu.
Ele sempre percebia.
Ele encostou-se ao batente da porta do quarto, observando mãe e filho com um carinho que transborda