CAPÍTULO 64— O QUE JÁ NÃO CABE MAIS NO SILÊNCIO
A manhã seguinte parecia diferente, embora nada, tecnicamente, tivesse mudado.
Helena acordou mais leve. Não completamente — porque as feridas ainda existiam, os medos ainda moravam escondidos em suas costelas — mas havia uma espécie de respiro dentro dela. Uma pequena faísca de esperança, talvez. Ou apenas a lembrança da cena da noite anterior.
Arthur adormecido no sofá, com Theo enroscado em seu peito.
Os dois tranquilos, seguros, formand