CAPÍTULO 109 — QUANDO A NOITE NÃO TERMINA
O hospital tinha um silêncio estranho naquela madrugada, um silêncio quebrado apenas pelo som ritmado das máquinas e o leve eco de passos no corredor.
Arthur estava sentado ao lado da maca onde Helena descansava. Ela havia finalmente adormecido depois da medicação, mas o semblante continuava tenso, como se até seus sonhos estivessem em alerta.
Ele não tirava os olhos dela.
Nem por um segundo.
A mão dele permanecia segurando a dela. Firme. Protetor