Melinda.
Ele tinha deixado eu ver minha menina por alguns minutos. Só isso já me deu um suspiro no meio desse pesadelo. Mas na minha cabeça só passava uma frase:
“Eu vou fugir daqui. Nem que eu morra tentando.”
Pesadelo insistiu em me vestir com as melhores roupas, como se desse pra me comprar assim. Um vestido preto, colado no corpo, e eu tive que vestir bem na frente dele.
– A gente podia ser um casal foda. Já pensou tu, dona de tudo isso aqui? – ele disse me guiando até o carro dele.
– Eu e as mil mulheres que tu tem naquela casa, né? – respondi, porque ouvi os caras comentando.
– Eu dispensava todas por tua causa. Tu tem algo que me atrai – ele disse.
– A combinação do teu cofre tatuada na minha bunda literalmente? – revirei os olhos.
– Isso. Tu é ousada. Nenhuma mulher fala assim comigo – ele sorriu. – Todas sempre fizeram tudo o que eu mando, com medo. E tu não tem medo nem se minha resposta for um tapa na tua cara.
Ele tomou uma dose de gim. Eu tomei vinho. Deus me livre ficar