Pablo.
Já tinha chegado na pista de pouso e eu já tava por aqui de Júlia falando merda no meu ouvido.
– Tu evapora da minha paciência – falei descendo do jatinho.
– Eu sei! – ela riu, aquela risa irritante.
Tales e Thomas encostaram.
– Pra onde vamos agora? – eles perguntaram.
– Casa do Hernandez. O carro já tá esperando.
Entramos no carro. Chegando na mansão, o de sempre: homem armado até no telhado e puta espalhada pela casa como se fosse decoração.
– Meu amigo! – Hernandez abriu os braços.
– Fala, meu parceiro – cumprimentei ele.
– Entra aí.
Na área de lazer tinha mulher com peito pra fora, outras brincando na piscina.
– Eita, porra! – Tales arregalou o olho.
– Eita o que? – Júlia empurrou ele.
– Cruz credo… – Thomas quase engasga.
– Puta que pariu – desviei o olhar. – Tô aqui pra missão, não pra isso. Só quero pegar minha mulher.
– Se quiser, escolhe uma – Hernandez ofereceu.
– Hoje não. Em outras ideias eu já tinha comido uma dessas sem frescura.
Ele abriu a porta do escritório.