Melinda narrando.
Chegamos em Nova York e eu sentia que meu peito estava sendo rasgado em duas partes.
– Tu tá bem? – Thomas perguntou, me analisando como se pudesse consertar meus pedaços.
– Estou. – menti.
– Não se preocupa, nós vamos cuidar desse bebê juntos. – Ele apertou minha mão, me dando um conforto que eu não merecia, mas precisava.
– Eu tô destruída, amigo... – minha voz falhou e as lágrimas vieram sem pedir permissão.
– Já ouviu aquela música? – perguntei com um sorriso fraco.
– Lá vem ela... qual? – ele revirou os olhos.
Cantei, soluçando:
– Seu mentiroso, cachorro sem coração… tu nunca me amou… nunca foi amor… era só tesão…
– Tá escutando muito Raphaela Santos, hein? – ele riu. – Bora, ele já tá esperando.
Segurou minha mão e fomos andando.
– Viado! OLHA AQUELE gostoso ali. – eu disse baixinho quando vi um homem absurdo vindo na nossa direção.
– É ele. – Thomas acenou.
O cara chegou perto… e BEIJOU o Thomas.
Eu quase desmaiei em pé.
– Não, eu não acredito nisso. – cruzei