Melinda Narrando
O bracelete brilhava no meu pulso, pesado como uma algema de ouro.
Era pra ser bonito.
Mas ali, só me fez lembrar do quanto Pablo conseguia estragar até o dia do meu aniversário.
Eu precisava sair dali antes de desmoronar.
– Ei, vai aonde? – Thomas perguntou quando me viu indo embora.
– Não tô bem. Vou subir… mas pode continuar curtindo por mim. – minha voz veio trêmula demais pra alguém tentando parecer forte.
Ele assentiu, mas eu já estava virando as costas.
No elevador, as lágrimas vieram sem pedir licença.
Como eu posso amar alguém que só sabe me ferir?
Cheguei no apartamento tentando respirar melhor, mas mal tive tempo.
Alguém bateu na porta.
Abri.
Era ele.
O cheiro dele. A presença dele. A bagunça dele entrando sem pedir.
Puxei o braço dele e fechei a porta com força.
– Tu não cansa de foder com a minha vida? – perguntei, a voz embargada.
– Eu quero é foder contigo. – ele respondeu me puxando pela cintura, o corpo dele quente col