Pablo
Eu subi a porra da casa inteira procurando ela. Porta por porta. Cômodo por cômodo. Nada. Meu coração já tava batendo no pescoço. Quando entrei no quarto, quase infartei: Melinda tava caída no chão, desmaiada e toda torta.
– Melinda! – agachei rápido, puxei ela e botei na cama.
Ela acordou na hora, se debatendo igual uma doida.
– ME SOLTA! ME SOLTA!
– Calma, porra! Sou eu! – segurei ela firme.
Ela parou de se debater, me olhou assustada… e desabou no meu peito. Me abraçou forte.
– Ele tava aqui… – a voz dela tremia.
– Quem tava aqui?
– O homem da cicatriz… ele entrou aqui… – ela olhava pros cantos, como se ele ainda estivesse escondido.
Meu sangue ferveu.
– OLHA A CASA TODA! – eu gritei pros caras.
Os vapores saíram correndo vasculhando tudo.
Melinda me abraçou de novo, como se tivesse medo de soltar.
O rádio chiou:
– Boladão!
– Fala tu!
– Sobe! Vai pro matagal! Depois do matagal tem um carro te esperando. Ele vai tirar tu do morro. Corre que o escudo tá armado aqui.
– É fixa. –