Melinda narrando
Nossa, véi… que cara escroto. Bipolar. Lunático. E eu aqui, presa nesse hotel como se fosse uma fugitiva de novela mexicana.
Entrei no quarto bufando, fechei a porta com força e respirei fundo. A janela dava direto pro quarto dele. Aquele traste. Aquilo já me irritava. Tomei um banho gelado pra ver se lavava a raiva junto, mas quando deitei, minha cabeça foi longe… ontem eu tava no morro, hoje tô aqui, me escondendo do meu ex psicopata e aguentando surto de traficante ciumento.
No dia seguinte, a tédio tava me consumindo quando bateram na porta.
— Eu já disse que não quero falar contigo! — abri com a maior má vontade e… — Júlia?!
— Amiga! — ela caiu no meu abraço.
— Eu tava falando de quem? — perguntei me jogando na cama.
— De quem TU imagina — ela disse se jogando do meu lado. — Toda vez que eu te vejo tu tá fugindo de homem, brigando com homem ou apaixonada por homem. Tu é uma novela.
— É o Pablo, bicha! Ele me tira do sério. Tem hora que ele é um anjo… aí do nada v