Melinda
— Dança, caralho! — ele repetia, como se fosse um mantra.
O cigarro de maconha queimava entre os dedos dele, a fumaça subindo devagar pelo quarto enquanto a arma descansava na outra mão. Olhos vermelhos, pupilas dilatadas, respiração pesada.
— Tu quer? Então tá bom — respondi, tirando o resto da roupa. Deixei tudo cair no chão, nua sob o olhar faminto dele.
A cada tragada que ele dava, confirmava com a cabeça, como se dissesse “continua”. Eu descia e subia, rebolando devagar só pra prov