— Veneno é pouco quando se fala naquela mulher... — disse Victor, a voz carregada de desprezo. — Se eu pudesse voltar naquela noite... jamais teria transado com ela.
Do outro lado da linha, a resposta veio seca, quase um sussurro de raiva contida:
— Basicamente, você foi o amante dela.
Uma pausa.
— E só está vivo porque eu não sentia absolutamente nada por aquela mulher. Era só um contrato idiota... e nada mais.
Victor soltou uma risada breve, abafada, como se zombasse da própria sorte.
— Naquela noite, eu já desconfiava que tinha algo errado...
— Tipo...? — a pergunta veio com um tom de desafio, como se já soubesse a resposta.
— Você nunca se casaria com uma mulher como ela. — Victor respondeu sem hesitar, como quem joga uma carta marcada.
— Hum... Mas você ficou. — a voz do outro lado agora carregava ironia, quase um deboche.
— Fiquei apenas o tempo suficiente pra conseguir o que eu queria. — Victor rebateu, firme. — Talvez... até as gravações do assassinato do Sr. Augusto.
Silê