— Eu quero que você seja minha, Milena... — disse Alerrandro, a voz rouca, carregada de desejo e urgência.
Milena recuou ligeiramente, os olhos fixos nos dele, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada.
— Eu não sou um objeto, Alerrandro. — respondeu, firme, mas com um tremor contido na voz.
— Eu sei. — disse ele, suavizando o tom.
— Então não me trate como um. — completou ela, cruzando os braços, como se quisesse proteger o que ainda restava de si mesma.
O silêncio entre eles se estendeu por alguns segundos. Milena o encarava com um olhar profundo, carregado de sentimentos conflitantes. Ela sentia algo por ele, isso era inegável. Mas também havia dúvidas, feridas antigas, e o medo de ser apenas mais uma peça no jogo de um homem poderoso e rico.
— Você só está dizendo isso porque tem uma reputação a zelar. — disse ela, a voz mais baixa, mas cortante. — Porque sabe que a Lorena é praticamente idêntica a mim...
Alerrandro ergueu a cabeça, os olhos se estreitando. Mas não a i