Mery entrou com passos calmos, segurando firme a mão da filha. Na outra mão, levava a bolsa com os equipamentos médicos. Katy caminhava ao lado, os olhos curiosos explorando o ambiente.
Milena as seguiu em silêncio, observando cada gesto. O modo como Mery apertava suavemente a mão da filha, como se dissesse “estou aqui”, a forma atenta com que equilibrava a bolsa sem soltar a menina, tudo isso revelava uma mulher que era mais do que uma médica competente. Era uma mãe presente, cuidadosa, inteira.
Milena sentiu um calor estranho no peito. Antes, havia sentido um leve incômodo, talvez ciúmes, talvez insegurança. Mas agora, vendo Mery assim, tão humana e tão forte, algo dentro dela se suavizou. A admiração tomou o lugar da dúvida.
Ela respirou fundo e continuou seguindo as duas até o quarto de Alerrandro, com o coração mais leve… e os olhos um pouco mais atentos.
Após examinar Alerrandro com atenção, Dra. Mery retirou o estetoscópio do pescoço com um gesto automático. Ao seu lad