Capítulo 18 — Problemas no apartamento do Sr. Marcus
Alerrandro saiu pela porta de vidro do apartamento com passos firmes, quase impacientes. As chaves do carro tilintavam em sua mão direita, os dedos apertando o chaveiro com força, como se quisessem descarregar parte da tensão que fervia em seu peito. O ar da manhã estava fresco, mas ele mal o sentia, sua mente estava tomada por um turbilhão de pensamentos.
Desceu as escadas do edifício luxuoso, os degraus de mármore ecoando sob seus pés descalços, ainda úmidos do banho recente. O silêncio do lugar contrastava com o caos interno que o consumia. Ao chegar à garagem, seus olhos encontraram o carro, um sedã preto de linhas elegantes, reluzente sob a luz artificial.
Sem hesitar, destravou o veículo, abriu a porta com um puxão decidido e entrou. O couro frio do banco tocou sua pele ainda quente do banho. Ele girou a chave com precisão, e o motor respondeu com um ronco suave. Colocou o cinto de segurança, engatou a ré e saiu da garagem com um leve ranger dos pneus no piso encerado.
A cidade