Lorena recuou um passo, os olhos arregalados e exclamou:
— Está louco!? — exclamou, a voz subindo. — Isso é um contrato, não uma brincadeira!
Antes que Alerrandro pudesse responder, passos suaves ecoaram pelo corredor. Sr. Marcus surgiu, ainda ajeitando o robe de banho, os cabelos úmidos penteados para trás. Ele entrou na sala com calma, como quem já sabia que o caos o aguardava.
— Exatamente! — disse, com voz grave. — É um contrato. E com contratos não se brinca.
Alerrandro virou-se para ele, os olhos ainda ardendo de indignação.
— Você já brincou trocando a Lorena pela Milena. — respondeu com firmeza, mas agora mais calmo, mais paciente. — Por quanto tempo achou que ia manter essa farsa? O que pretende com isso? Me explique.
Sr. Marcus caminhou até o sofá marrom de couro, sentou-se com elegância e cruzou as pernas. O ambiente parecia congelar por um instante.
— Sente-se, rapaz. Irei te explicar.
Alerrandro hesitou, mas se sentou na poltrona à frente, os olhos fixos no sogro.
— Apesa