Alguns dias se passaram desde o café com Laura, mas a conversa ainda rondava a mente de Cecília como um eco que não sabia se era aviso ou lembrança.
As mensagens da irmã eram frequentes, quase diárias. Perguntas sobre como estava, sobre detalhes banais da rotina, sobre receitas que antes nunca pareciam interessar. No início, Cecília achou reconfortante. Mas, aos poucos, começou a notar que o tom mudava — havia sempre uma pergunta final que a levava, direta ou indiretamente, a falar de Enrico.
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