O sol da manhã entrava pelas janelas do Café Murano, espalhando um brilho suave sobre as mesas recém-arrumadas. O reflexo dourado iluminava o piso de madeira encerado, fazendo cintilar pequenas partículas de poeira suspensas no ar, como se fossem fios de luz dançando no espaço. O aroma de café fresco já tomava o ambiente, misturado ao cheiro adocicado de bolos recém-saídos do forno.
Cecília chegou mais cedo do que de costume, os passos ecoando discretos pelo salão quase vazio. O coração ainda a