O sol da manhã atravessava as janelas altas do hospital, tingindo de dourado o corredor antes tão frio. Enrico permanecia sentado na mesma cadeira da noite anterior, as mãos entrelaçadas, o olhar fixo no chão. O cansaço pesava, mas o medo era o que o mantinha acordado.
Foi então que o som de passos leves o fez levantar os olhos. O médico se aproximava com um semblante calmo, acompanhado de Júlia.
— Senhor Enrico — começou o médico, parando diante dele. — Cecília pediu para vê-lo.
Por um instant