Enrico não apareceu mais no bar.
Nos dois primeiros dias, Cecília tentou se convencer de que não notara. Estava ocupada, envolvida demais nos pedidos, nas mesas, nas tentativas frustradas de não pensar demais. Mas era mentira, o lugar parecia mais vazio sem ele.
Aquele canto do balcão que ele costumava ocupar com sua expressão séria e os comentários ácidos estava vago demais. E isso incomodava. Um incômodo sutil, mas insistente, que se agarrava ao fundo do peito. Era como se o silêncio deixado