Alguns dias se passaram desde o café da manhã com a caixinha de veludo. Enrico não tocou no assunto do pedido, e Cecília também não. O silêncio entre eles não era pesado, mas carregava uma tensão sutil, um jogo de olhares e gestos que falavam mais do que palavras poderiam expressar.
Cecília se pegava pensando na caixinha todos os dias. Sentia um frio no estômago ao imaginar abrir e aceitar, ao mesmo tempo em que sentia medo. Medo de perder a liberdade que havia conquistado com tanto esforço e a