A luz da manhã entrava pelas frestas das cortinas, suave e dourada, tingindo o quarto com um brilho calmo. O silêncio era quebrado apenas pelo som distante da cidade despertando e, mais próximo, pelo leve tilintar de porcelanas vindo da cozinha.
Enrico se movia com cuidado, como se não quisesse perturbar a serenidade que pairava no ar. A noite anterior ainda pulsava na memória, viva em cada detalhe: os gestos, os olhares, o calor compartilhado. Havia algo de novo entre eles naquela manhã — não