O sol da manhã filtrava-se pelas cortinas, lançando linhas douradas sobre a mesa da cozinha. O aroma do café fresco se espalhava, espesso, como se quisesse preencher cada espaço vazio entre Cecília e Enrico. Mas o silêncio ainda reinava, e era pesado.
Cecília mexia lentamente a colher na xícara, observando o líquido formar redemoinhos preguiçosos. Por fora, calma. Por dentro, um turbilhão. Ela sabia que ele viria falar. Sabia que o nome da irmã estaria na conversa. E sabia que, quando o assunto