Theodoro
Segunda-feira. Sete e onze da manhã. E eu já acordei odiando tudo. O mundo e tudo o que há nele.
O despertador tocou e, pela terceira vez, eu o ignorei. Ele insistiu. Eu xinguei. E lá estava eu, deitado no escuro do meu quarto, encarando o teto com a expressão de um homem que perdeu a batalha contra a própria agenda.
O fim de semana que eu planejei com meses de antecedência — casa na praia, silêncio, whisky, tênis ao pôr do sol — foi cancelado com a mesma frieza com que meu pai cancela