Leydi Dayane
A madrugada foi um tormento.
Gamora não parava de tossir, o corpinho suado, quente como brasa viva. A febre subia e descia, como um maremoto cruel. A cada gemido dela, meu coração se quebrava um pouco mais. Por volta das três da manhã, ela vomitou pela segunda vez, e eu já nem sabia mais se o enjoo era dela ou meu — porque a culpa me corroía por dentro.
Claro que isso ia acontecer, pensei, em silêncio. O mar devia estar gelado, o vento úmido demais, o avião apertado e lotado com o