Leydi Dayane
O avião já sobrevoava São Paulo quando olhei pela janela e soltei um suspiro longo, sentindo a cidade surgir lá embaixo como uma velha conhecida que, apesar de todas as confusões, ainda nos abraça na chegada. Os prédios começavam a acender suas luzes como vaga-lumes gigantes e os carros se moviam como formiguinhas brilhantes pelas avenidas.
À minha direita, a babá de Gamora lia um romance de banca, os óculos na ponta do nariz, completamente alheia ao caos infantil que se desenrolav