Leydi Dayane
O relógio marcou meio-dia e quarenta e sete quando eu finalmente consegui respirar e pensar em comida. A fome já fazia um show de horrores no meu estômago e, entre um contrato e outro, eu já tinha começado a imaginar o teclado do computador como uma tábua de frios.
Levantei-me, peguei minha bolsa (a da vez era preta com alças de corrente dourada — chiquezinha, para combinar com a ilusão de que minha vida está sob controle) e saí da empresa com passos rápidos, como quem foge de um i