Leydi Dayane
O ônibus estava cheio. Lotado. Parecia o vagão do metrô em dia de greve, com direito a cheiros duvidosos, gente encostada onde não devia e o clássico do fim de expediente: aquele CC agridoce que só o suor humano consegue proporcionar.
Mas, milagre dos milagres, eu consegui um lugar para me sentar.
Não era a janelinha dos sonhos — aquela que me permite fingir que sou protagonista de filme indie com trilha sonora triste —, mas ainda assim, estava sentada. E isso já era uma vitória. S