O telefone de Sérgio tocou no meio da tarde, interrompendo a monotonia sufocante do escritório. O som parecia estranhamente alto naquele silêncio pesado, como se cada toque estivesse ecoando dentro de sua própria cabeça. Ele olhou para o visor: Miguel. O coração disparou, martelando no peito com uma urgência quase física, como se cada batida estivesse marcando o tempo que ainda não tinha.
— Sérgio? — a voz do primo soou firme, direta, sem rodeios. — Descobri algumas coisas. Não tudo, mas o sufi