A primeira noite naquela casa… foi silenciosa demais.
Deito-me no quarto que Matteo separou para mim, envolta por lençóis macios que não carregam memória alguma. Tudo é confortável, impecável — e ainda assim estranho. O teto é alto, a iluminação suave demais para uma mente que não consegue desligar. Viro-me de um lado para o outro, ouvindo apenas o som distante da casa funcionando sozinha: um leve zumbido do ar-condicionado, passos ocasionais de funcionários noturnos, o mundo seguindo seu curso sem me perguntar se estou pronta.
Primeira noite, penso.
E sozinha.
Não sei se isso me tranquiliza ou se me incomoda.
Levanto-me uma vez para beber água. O corredor está silencioso, iluminado apenas por luzes indiretas. Passo pela porta do quarto principal — o nosso quarto — e sigo em frente sem parar. Não quero cruzar essa linha ainda. Não hoje.
Quando finalmente adormeço, o sono vem leve, fragmentado, cheio de imagens desconexas: a mesa de jantar, o contrato, o olhar de Matteo, a