O dia amanhece diferente.
Não é apenas o céu limpo, nem a luz suave atravessando as cortinas do quarto onde acordei. É o peso no peito. A certeza silenciosa de que nada, absolutamente nada, será igual depois de hoje.
Respiro fundo ainda deitada, encarando o teto. Ouço passos pelo corredor, vozes baixas, portas abrindo e fechando. A casa inteira parece em movimento — organizada, precisa, funcionando como uma engrenagem perfeitamente ajustada. Como ele.
Levanto-me devagar. Hoje não sou a secretár