CAPÍTULO 2 – Silêncio de Gelo
Os corredores de Durang estavam mais silenciosos desde a morte de Tatya. Mas o silêncio não era de luto — era de mudança. Uma mudança que se sentia no ar, no andar das servas, na cautela dos conselheiros e, principalmente, nos olhos do rei.
Valkar observava. Sempre.
Do alto das escadarias, por trás das colunas, de dentro das sombras.
Observava Eliara como um homem faminto por redenção — mas sem saber como pedi-la.
Ela, por outro lado, caminhava ereta, envolta