O primeiro raio de sol atravessou as cortinas pesadas do quarto real, tingindo de dourado as paredes de pedra e o leito coberto de pétalas. O silêncio era quase sagrado, quebrado apenas pela respiração tranquila que preenchia o espaço. Eliara abriu os olhos lentamente, ainda envolta na sensação da noite anterior. Por um instante, pensou que sonhava: o calor ao seu lado, o peso protetor de um braço sobre sua cintura, e a certeza de que não era mais prisioneira, mas rainha.
Virou-se devagar. Val