As noites em Durang tornaram-se mais longas.
Havia algo estranho no ar — pesado, denso, sufocante. Como se as paredes do castelo sussurrassem mentiras e enredassem quem ousasse respirar fundo. Eliara já não dormia bem. A cada passo nos corredores, sentia o julgamento, o desprezo, a condenação não dita. O palácio que antes conhecia como suas próprias mãos agora parecia um labirinto, cheio de armadilhas — e ela era a presa ferida.
Tatya, por sua vez, deslizava entre nobres e conselheiros como uma