Eliara costumava caminhar pelos corredores do palácio com a segurança calma de quem conhece cada pedra, cada sombra e cada suspiro daquele lugar. Seus passos eram leves, quase em silêncio, enquanto sua mente estava sempre adiantada, planejando o que fazer para Maekor, para as servas e para si mesma. Ainda que não fosse mais a concubina preferida do rei, nem a mulher com quem ele partilhava olhares e sorrisos, ela tinha seu espaço, por menor que fosse, e nele mantinha sua dignidade intacta.
Mas,