A ala em que Eliara foi colocada parecia um túmulo.
As paredes de pedra absorviam o som. Nem os gritos das crianças no pátio distante chegavam até ali. Apenas o bater do vento nas janelas altas e a respiração de uma loba inquieta dentro do peito.
O frio era constante. Não o frio do clima — mas o outro, aquele que nasce do abandono.
Eliara vestia um manto simples, nada lembrando a concubina que um dia fora desejada, nem a mulher que Valkar beijara com desespero entre os lençóis.
Agora, era apena