Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo auge da guerra do reino de Elyndor, durante um ataque sombrio guiado por forças ocultas, nasce Emma — filha da profecia, marcada pelo brilho da rara Lua Azul. Para protegê-la dos que desejam usar seu poder para mergulhar o mundo na escuridão, sua mãe, a rainha, ordena que ela seja enviada em segredo para outro mundo: o nosso. Criada sem lembranças de sua origem real, Emma vive uma vida comum, até completar 14 anos. Na noite do seu aniversário, durante uma nova aparição da Lua Azul, seus poderes finalmente despertam — junto com sonhos estranhos e visões de um castelo. Agora, Emma precisa reunir coragem para enfrentar a verdade: ela não é uma garota comum, mas herdeira de um trono, de um legado mágico que pode salvar ou condenar dois mundos. Para isso, terá que retornar a Elyndor, enfrentar seus inimigos e descobrir quem realmente é... antes que a Lua Azul brilhe pela última vez.
Ler maisComeço a despertar com uma leve carícia no rosto. A mão é macia e exala um perfume de lavanda — o mesmo aroma que senti ontem, antes de dormir. Me mexo um pouco; a mão se afasta rápido, com medo de me acordar, mas já é tarde demais.Meus olhos se abrem aos poucos, ofuscados pela claridade suave que entra pela janela. Demoro alguns instantes para me acostumar com a vista; quando finalmente me adapto, dou de cara com ela — minha versão mais velha. Aqueles traços já me eram vagamente familiares: há tanto tempo eu os buscava em meu reflexo no espelho, tentando encontrá-los em meus pais, e nunca os via. Por dentro, eu desconfiava, mas fingia não acreditar.— Olá — digo, depois de um tempo em que ela apenas me encara. Minha voz sai rouca, arranhada, por ainda estar entre o sono e a vigília.Parece que isso provoca algo nela — como se sua expressão estivesse em transe até aquele instante. As lágrimas escorrem intensas, densas, carregadas de dor que se transforma em soluços. Fico assustada; n
Até o momento, não vi os meus pais. Aiden informou que, quando cheguei, eles estavam retornando de uma longa viagem. Assim que souberam que ele iria me buscar, resolveram voltar o mais rápido possível. Eu não sei exatamente o que sinto em relação a eles. É tudo muito confuso. Tenho meus pais — as pessoas que me criaram, me amaram, me protegeram. E sei que hoje à tarde foi um divisor de águas, apesar de magoada, sei que faria o que puder por eles. Um ato de amor, mas também de dor. Eles sempre estiveram comigo. Em todas as minhas quedas, em todas as conquistas, nos meus dias bons e nos dias ruins. Cada lembrança que tenho de infância carrega o riso deles, o cheiro do café da manhã na cozinha, a forma como me cobriam à noite quando eu esquecia. Como posso simplesmente trocar isso por rostos que não conheço, mesmo que compartilhem meu sangue? “— Ursinha, você tem que chamar a gente pelos nossos nomes a partir de agora… ou de tios. Não entendi quando disseram isso. Cada palavra parec
— E meus pais biológicos? O que aconteceu com eles — perguntei, sem aguentar: falaram de tudo, menos deles. — Não vieram com você para me proteger também? — Ah, eles estão loucos para te ver, estão aguardando no Reino Elyandor. Eles queriam vir, mas não deixei — diz ele, bem firme. — Por quê não? — Minha voz sai fraca, como se qualquer esforço a mais me fizesse desmanchar novamente. — Emma, olha para mim — Olhei na sua direção. — Esse mundo é frágil, nossos poderes não funcionam corretamente, mas quem quer te fazer mal é muito; não conseguiria te proteger **e** aos seus pais ao mesmo tempo. — Entendo. — Na verdade, não entendia nada; só estava cansada. Meus pais não são meus pais — mesmo assim, eu os amo muito. Sei que não vou deixar de amá-los, mas estou tão chateada neste momento. Minha melhor amiga sabia de tudo; me machuca ainda mais. Eu nunca escondi nada dela; pensei que seria recíproco. Aparentemente, ela também é minha guardiã, junto com meus tios. É tudo tão confuso. — Po
Ele sorri, suave. Seu manto azul brilha à luz das velas que não existem ali, mas a impressão é essa. Sua presença é quase sobrenatural, como se iluminasse o quarto inteiro sem que a luz tocasse nada. E ele diz apenas: — Olá, Emma. Finalmente. — Quem é você? — é tudo que consegue sair da garganta, seca e trêmula, a voz falhando sob o peso do choque. O coração parece martelar dentro do peito, como se quisesse escapar, e a mente se recusa a aceitar o que vê. Pisco, tentando afastar a sensação de estar delirando. Ele parece banhado por luz de velas, mas não há velas, e ainda assim a impressão é real demais para ser ignorada. — Vocês ainda não contaram para ela? — a pergunta dele é um choque que puxa Emma de volta para a realidade, obrigando-a a encarar seus pais. Os olhos deles estão arregalados, uma mistura de medo, culpa e algo que ela não consegue decifrar. — Mãe? Pai? — chama-os, a voz quase sumindo — o que está acontecendo? Alguém pode me dizer? — Ela percorre o olhar por tod
Último capítulo