Mundo ficciónIniciar sesiónLacantra, uma jovem guerreira que vive e sente uma realidade que não conhece através de Dejavus e sonhos, ou seriam "visagens"? O que sente, não há controle, mas sua vida está em um impasse, sendo alocada em outra Tribo, acontecimentos que indepedem de sua vontade, perdas, tragédias , novas hierarquias. Sua única arma é a sua força e o amor pelos amigos que confiam nela e lutam ao seu lado.
Leer más- Mãe, não seja exagerada, por Rafo - Dizia Cárita, filha de Lacantra. - Essa sua invenção nunca deixará de ser útil. Mas vou me embora, volto em uma lua, prometo - Cárita lhe beijou a testa vincada de rugas e se foi.Ela tinha muito orgulho de sua filha, Cárita era muito parecida ao pai, até no amor por Rollis. Onde ia, levava sempre seu companheiro.Lucca, seu filho mais velho também gostava de Rollis e tinha um criadouro com uma meia dúzia.Lacantra adorava sua morada. Construiu-a com seu companheiro quando fizeram o enlace há tantos anos atrás. Foi uma morada movimentada; tudo acontecia ali, os Cândalos a procuravam sempre e mantinham sempre a porta aberta, pois não tinham horas para chegar. Centenas de invenções, ela trouxera para as tribos, incontáveis. Tudo mudara desde que ela se mudara de vez para Pief,
Abrir os olhos lhe custava muito. Lhe doía toda a cabeça e Lacantra resolveu não os abrir.Sentia o suor a lhe escorrer pelas costas e se grudar em suas vestes.Sentia o cheiro da fumaça do cigarro de Shetary, já tão conhecido por sua memória olfativa.Sabia que o dia estava claro, pelas pálpebras cerradas, ela sabia que era dia.Só forçou suas vistas a se abrirem ao ouvir a doce voz sussurrada de Aloy. Seu Aloy. Mas seus olhos não abriam, por mais que ela quisesse e tentasse.- Já se passaram quase uma lua, mãe. O inchaço em sua cabeça diminuiu, o corte já está cicatrizando, por que não acorda, por Rafo, por que não acorda?- Calma, rapaz - A voz de mãe Shetary também era baixa, mas firme - Temos que agradecer à Rafo por ela estar viva e respirando. Foi uma pancada muito forte.- Ma
Misericordiosamente, o bairro em que moravam não foi atingido pelas bombas. Zaira chegou a sua casa após andar sozinha, dispersa de pensamentos. Ignorara pessoas pela qual passara, não respondia quem a chamava. Perdera os sapatos pelo caminho e seus pés estavam feridos das pedras soltas pelas ruas.Andara em meio ao caos, vazia e sem se importar com nada e nem ninguém.Magna e Frane tinham a expressão de assombro quando ela chegara. estavam no portão, junto a muitos vizinhos e foi Nani quem a viu virando a esquina.Rael, sua irmã, Magna e Frane, a bombardeavam de perguntas:- Como está?- E esse sangue?- Tem algo quebrado?Ela os olhava, mas não conseguia se importar, era uma casca vazia, só quando perguntaram de Corny, ela saiu de seu torpor:- Ele está morto. Busque-o, doutor Frane!Ela pediu e entrou para casa.Ma
Ignorando as dores que pioravam cada vez mais em sua barriga, ela esperou.Ouviu um carro que se aproximava e levantava a poeira da rua. Corny estava desmaiado novamente.Ela correu de encontro ao carro como se sua vida dependesse disso.O carro parou há cinco metros, ela fazia sinais com as mãos, mal tinha voz para gritar e eles pararam.A alma saiu de seu corpo quando desceram. Eram os dois policiais que queriam prendê-los mais cedo. O destino não podia fazer aquilo com ela.- Há um ferido - Ela disse tão logo eles desceram, rezava para estar tão imunda como imaginava que estivesse, como se sentia e assim não a reconheceriam, talvez com tudo o que acontecera, eles os ajudariam.Ela mostrou onde Corny estava, mas ficou ao lado do carro. Não os acompanhou e quando um deles, o que havia desferido uma coronhada em seu marido olhou para trás, para ver por que ela
Último capítulo