9. A primeira queda
A brisa da noite batia gelada, mas não aliviava nada dentro de mim. O telefonema do meu pai ainda latejava na cabeça, e cada passo pela praia parecia um jeito torto de me afastar de tudo. O resort já tinha sumido atrás das dunas, e só a lua e o som das ondas me faziam companhia.
Mas, de repente, os passos atrás de mim voltaram. Sabia que era ele. Maldito.
— Não aprendeu nada? — a voz dele soou baixa, rouca, carregada de ironia. — Andando sozinha, perdida de novo.
Revirei os olhos, mas o cora