A chuva fina tamborilava nas janelas quando Eleanor abriu o envelope. Theo permanecia ao seu lado, o maxilar tenso, como se seu corpo inteiro estivesse se preparando para o impacto do que quer que viesse dali de dentro. O papel dentro era antigo, amarelado pelo tempo, com as bordas levemente enrugadas. Parecia uma transcrição. Ou melhor: uma carta nunca enviada.
Eleanor deslizou o conteúdo para fora com cuidado. Era uma folha apenas, escrita em duas caligrafias diferentes — uma firme, incisiva,