A manhã surgiu com uma névoa tênue envolvendo o vilarejo como um véu antigo — denso, mas familiar. Eleanor observava pela janela da cozinha, os olhos fixos no jardim encoberto. A xícara de chá esfriava em suas mãos, esquecida. Havia algo de inquietante na brisa daquele dia, como se o passado estivesse prestes a se insinuar mais uma vez pelas frestas das portas.
Theo chegou pouco depois das nove, carregando uma pasta de couro desgastada e um cansaço que não vinha do corpo. Seus olhos a encontrar