Liana acordou com um peso leve caindo sobre ela.
— TITIAAAA!
O impacto foi suave, acompanhado de um riso infantil alto demais para aquele horário. Antes que pudesse abrir os olhos direito, sentiu mãozinhas pequenas segurando seu rosto e uma sequência desajeitada de beijinhos sendo distribuída em sua bochecha, no nariz, na testa.
— Ei! — ela riu, a voz ainda rouca de sono. — Calma, senhor lobinho!
Kian gargalhou, completamente feliz, pulando sobre a cama como se aquilo fosse a melhor brincadeira do mundo.
— Você dorme igual pedra! — ele anunciou, orgulhoso, como se tivesse vencido um desafio.
Liana abriu os olhos de vez, sorrindo sem conseguir evitar. O cabelo do menino estava bagunçado, o pijama torto, o rosto iluminado por aquela alegria pura que parecia não caber dentro de um corpo tão pequeno. Como podia ser tão bom ser acordada por um garotinho que ela mal conhecia?
Não sabia, mas não havia nada melhor do que ver Kian pela manhã.
— Que horas são, hein? — ela perguntou, passando a