O carro cortava a estrada em direção ao hotel, os faróis abrindo caminho no asfalto escuro enquanto o silêncio dentro do veículo era quebrado apenas pela respiração pesada de Justin.
Ele estava furioso.
Não era uma raiva contida, racional, era aquele tipo de ódio que se alimenta da humilhação, do ciúme, do sentimento insuportável de ter sido substituído.
— Aquela vagabunda… — ele cuspiu, apertando o volante com força. — Não perdeu tempo nenhum, né? Sumiu por uns dias e já tá de braço dado com outro cara.
Amélia permanecia em silêncio no banco do passageiro, o celular apoiado na perna, o olhar fixo na tela, mas longe dali, pouco se importando com o falatório de Justin.
— Eu sabia — continuou, cada palavra mais amarga que a outra. — Sempre soube que ela era assim. Sempre se fazendo de boazinha, de vítima… e olha só. Agora tá com um bilionário, desfilando em shopping como se fosse dona do mundo.
Ele soltou uma risada sem humor.
— Aposto que tá dando pra ele do mesmo jeito que sempre foi